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Eu acendi uma vela e pedi para o Vento levar tudo o que me fizesse mal

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inventandorobson null
29 de jun.
2 min de leitura

Atualizado: 9 de jul.

E ele levou.


Esse é o meu primeiro texto depois de uma crise que não consigo sequer denominar dessa forma.


Mas, antes de qualquer coisa, gostaria de dar as boas vindas a todes que virem até aqui, por curiosidade ou aproximação afetiva.


Este é um novo momento em minha vida.


Faz muito tempo que não escrevo; e, assim, eu nunca escrevi um blog ou em um blog. Portanto, paciência. Ou não.


Considero este lugar a minha casa a partir de agora. Eu quero viver essa casa e vou conseguir. Vou preenchê-la do meu jeito. Porém, não foi assim de tão boa vontade que aconteceu.


Cheguei até aqui como um retorno que na verdade foi o maior avanço que eu podia viver. Cheguei aqui porque o Instagram me expulsou e eu escolhi não retornar.


Enfim.


Tem coisas que o vento leva e tem coisas que não.


Ele levou praticamente tudo. Mas eu ainda fiquei aqui. Mesmo não acreditando em mim mesmo.


Estou aqui sem passado e futuro.


Meus arquivos todos se perderam e, sinceramente, eu já não ligava há muito para o meu passado. Quanto ao futuro, eu apenas deixei de sonhar com ele.


Pedi para que o vento levasse tudo que me fizesse mal. E eu nem imaginava o que ele achava (ou tinha certeza) do que me acometia negativamente.


Eu percebi que precisava de rituais - de limpeza principalmente.

Ao mesmo tempo em que percebia que me sujava demais.


Então enxerguei o Vento mais como aquele sopro espontâneo que leva toda folha de cima da calçada.


Eu só percebi que não dava mais para ser racional “o suficiente” o tempo inteiro.


Tem hora em que temos que abrir a boca mesmo e dizer que nada está bem, que estamos cansados, que não conseguimos mais seguir como todo mundo “tem conseguido”.


Tem horas que tem que se começar a ver o Vento.


"Preciso mudar."


Então comecei a inventar a mim mesmo e aos meus ritos.


Faço promessas que não cumpro.

Acendo velas que nem sempre vejo iluminar.

Mas nunca desconfio que sou cuidado e protegido pelo Vento, Mar, Rio e Nossa Senhora de Nazaré, por exemplo.


Canto como oração, mas não qualquer oração ingênua. Até porque não tem sobrenatural que não careça da natureza.


Estou aqui tentando me reencontrar com a Natureza.


Fico pensando - e quero continuar viajando nisso - em como posso começar a ver o invisível (como as coisas importantes que as pessoas sempre dizem - mas que elas mesmas não enxergam).


Como começar a ver VENTO, o invisível?


Eu quero ver e vou correr atrás por aqui.


O Vento sempre foi uma força motriz pra mim. Sempre me disse por onde andar e sempre me soprou por onde caminhar.

Esse mesmo Vento já me fez atravessar um monte de fronteiras e fez eu me sentir possuído por um encantado ímpeto de liberdade e libertarismo.


Quando o vento entra ele não some.


Eu tenho escolhido ir com o vento.

Mas é perigoso.

Justamente porque não pode ser segurado, trancafiado e preso, o vento movimenta aquilo que eu sempre quis prender: a renovação da própria vida!


Tu já experimentou conversar com o Ar?

Por favor, tenta!

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